Diz-me o que ouves, digo-te quem és...

Musica para todos os gostos... Se não conheces, ouve que vais gostar...

sábado, janeiro 20, 2007

The Cure - In Between Days

Góticos, nós?
Eles foram associados, bastas vezes, à música de vanguarda dos anos 80 (quase sempre uma desculpa para dizer «gótico», apesar dos Cure serem uma outra coisa) mas também fizeram milagres que ficaram para a história da pop da década.

«In Between Days», o tema de abertura de The Head At The Door (1985), representa os Cure na sua encarnação mais pop, com guitarras gingonas e um Robert Smith assaz sorridente - o que, de resto, se percebe pelo teledisco.

A nossa versão masculina de Siouxsie Sioux preferida já era, à data, dono de um cabelo respeitavelmente desgrenhado, tendência seguida de perto pelos seus comparsas, sendo difícil dizer onde acaba a estrutura capilar e começa o ninho de corvos - nos Cure, eram uma e a mesma coisa. Eram assim os anos 80 do «som da frente».
Twisted Sister - I Wanna Rock!

Quando a escola era um sítio divertido para se passar os dias.
Não é, certamente, a primeira banda de que nos recordamos quando o assunto é hard-rock cabeludo dos anos 80 (para isso servem os Bon Jovi, os Def Leppard ou os Whitesnake), mas os norte-americanos Twisted Sister eram, sem dúvida, um dos seus representantes mais caricaturais. A música era estridente, os refrões cantados em coro, os solos de guitarra absolutamente estratosféricos e o vocalista, Dee Snider, parecia ostentar um animal morto na cabeça.

«I Wanna Rock», do santo ano de 1984, tem daqueles telediscos muito típicos da época, em que alunos de liceu se revoltam contra o professor tirano, recorrendo a quase todo o tipo de expedientes - sempre com a ajuda preciosa da música rock, claro está. Do cardápio de patifarias consta um professor introduzido num cesto de basquetebol (3 pontos!), explosivos e um permanente «headbanging» que culmina na cena estranhíssima em que alunos em fúria batem com as suas cabeça nas portas dos cacifos. Um clássico.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Depeche Mode - Just Can't Get Enough (original vid)

Dave Gaham e companhia em 1981, nos tempos de juventude.
Dave Gaham tinha cara de menino, mas os Depeche Mode (ainda com o futuro Erasure Vince Clarke) já vestiam cabedal. «Just Can't Get Enough» foi um sucesso em 1981 e o teledisco antecipa a euforia garrida da pop dos anos seguintes: raparigas de permanente, festa brava com cocktails coloridos à mistura… E homens a dançar com calças apertadas no rabo.
Kylie Minogue - Locomotion (Live acapella- Portugual TV 1996

Ai, os anos 90. Herman José cantava parabéns ao povo no fim-de-semana; a australiana Kylie Minogue lutava todos os dias para superar o sucesso pós-adolescente de «I Should Be So Lucky», ainda longe de se tornar a diva reluzente de «Can’t Get You Out of My Head». O «casamento» dá-se em pleno colorido da RTP e a dança que ambos engendram é sexo com roupa, ao som da velhinha «Locomotion». Nunca mais os vimos assim.
Nirvana - Smells Like Teen Spirit at Top of The Pops

Um dos momentos clássicos do cometa Nirvana, uma rendição muito menos do que convencional de «Smells Like Teen Spirit». Por cima do habitual playback instrumental que o recentemente extinto Top of the Pops impunha às suas actuações, Kurt Cobain emula na perfeição um Deus gótico, empregando uma vocalização quase gutural que ficou na história.
NIRVANA Canto gregoriano, nós?

terça-feira, janeiro 16, 2007

Morning Wood en Sudoeste

O povo é rebarbado quando uma mulher «rocka» em palco. Mas às vezes as coisas invertem-se e o povo embasbaca. Chantal Claret, vocalista dos nova-iorquinos Morningwood, chamou a si um rapaz e uma rapariga para um muito prosaico «ménage à trois» que aumentou a temperatura na edição 2006 do Festival Sudoeste.
José Cid - Portuguesa Bonita - Rtp Memória

«A Pouco e Pouco» é uma canção que entra no rol de composições das quais José Cid pouco ou nada se orgulha. Impagável o diálogo marido-mulher, especialmente quando Cid pede à companheira que lhe confeccione o seu prato favorito, favas com chouriço. Tal como já acontecia em 1979, convém deixar o alho ganhar alguma cor antes de banhar o amigo chinguiço num fiozinho de azeite.
Para mais emoção: poucos anos depois, Cid actuava com um rancho folclórico num anónimo programa vespertino da RTP. A canção – menos romântica, mais popular – chamava-se «Portuguesa Bonita»